
Num ato público realizado na sexta-feira, De la Espriella afirmou que “a reconstrução da Venezuela tem de ser feita pela Colômbia, com tudo o que isso implique” e deu instruções ao ministro da Defesa, Jorge Eduardo Mora, para formar uma equipa de engenheiros destinada a preparar os trabalhos.
O Presidente eleito colombiano admitiu também uma eventual coordenação com os Estados Unidos para facilitar a operação.
Em reação, o ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yván Gil, manifestou “estranheza” pelo facto de o Presidente eleito da Colômbia parecer “atribuir a si próprio amplas competências nos trabalhos de recuperação e reconstrução”, que cabem “exclusivamente ao Estado venezuelano”.
A Venezuela “agradece as numerosas manifestações de solidariedade e apoio” e garante que, “caso seja necessário, o Estado venezuelano estabelecerá parcerias de cooperação com empresas públicas e privadas internacionais que contribuam para os trabalhos de recuperação e reconstrução”.
No entanto, o governo da Venezuela deixou “muito claro” que não está, para já, prevista qualquer colaboração com o governo eleito da Colômbia neste domínio.
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 4.118 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos 110 portugueses e lusodescendentes, e outros 55 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.



