
Numa mensagem divulgada na rede social X, Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia registou, desde o início de julho, “vigilância ativa por satélite da Rússia sobre os Estados do Golfo e as instalações militares americanas” aí localizadas.
Segundo o chefe de Estado ucraniano, essas imagens “aparecem posteriormente no Irão”, existindo “uma correlação clara” entre a recolha de imagens por satélites russos e ataques iranianos, quer na fase de preparação das ofensivas, quer posteriormente, para avaliação dos danos.
Zelensky adiantou que instruiu os serviços de informações ucranianos a partilharem com os parceiros internacionais os dados recolhidos sobre aquilo que classificou como “nova assistência prestada pela Rússia ao regime iraniano”.
De acordo com o Presidente ucraniano, entre 19 e 20 de julho quatro bases aéreas utilizadas pelos Estados Unidos e seus aliados estiveram na área de interesse de satélites russos: duas no Bahrein, uma na Jordânia e outra no Kuwait.
I will instruct our intelligence to share with our partners the information we have regarding Russia’s new assistance to the Iranian regime. Since the beginning of July, we have recorded active Russian satellite surveillance of the Gulf states and U.S. military facilities located…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 25, 2026
“O objetivo é claro. Nenhum de nós, em todo o mundo, deve fechar os olhos a um facto muito simples: o mal procura sempre formas de piorar a situação e de se alastrar ainda mais. A Rússia tem de ser travada. Esta guerra tem de ser travada. A pressão sobre o agressor tem de surtir efeito”, afirmou Zelensky no discurso divulgado pela presidência ucraniana.
As acusações surgem poucos dias depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que o homólogo russo, Vladimir Putin, lhe garantiu que a Rússia não está envolvida no fornecimento de armas ao Irão.
Numa publicação na sua rede social, a Truth Social, Trump escreveu igualmente que o Presidente chinês, Xi Jinping, lhe assegurou que a China “não estava, de forma alguma, a comprar ou vender armas à República Islâmica do Irão”, acrescentando acreditar nas garantias transmitidas pelos dois líderes.
Trump afirmou ainda que mantém contactos com Putin e sustentou que o Presidente russo compreende que os Estados Unidos “não estão a vender armas à Ucrânia, mas sim aos países da NATO”, que posteriormente decidem o destino desse equipamento militar.
As autoridades russas não reagiram, até ao momento, às acusações hoje formuladas por Zelensky sobre a alegada partilha de imagens de satélite com o Irão.
O recrudescimento dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão nas últimas semanas ditou o fracasso do memorando de entendimento que tinham negociado em junho, sob mediação do Paquistão.
A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.



