
Numa reunião da administração, e em plena fase de negociações para um acordo de paz, Donald Trump afirmou que pretende “esclarecer as coisas”: “são eles [iranianos] que estão a implorar para chegar a um acordo, não eu”.
As autoridades iranianas já negaram que estão a negociar com Washington, quando a guerra, desencadeada a 28 de fevereiro por Israel e Estados Unidos, entra na quarta semana.
No entanto, Trump insistiu que Teerão está a negociar com os EUA.
“Qualquer pessoa saberia que eles estão a negociar. Eles não são tolos, na verdade são muito inteligentes, de certa forma. E são excelentes negociadores. Eu digo que são péssimos combatentes, mas são excelentes negociadores”, afirmou.
Esta manhã, numa mensagem escrita na rede Truth Social, de que é proprietário, Trump aconselhou o Irão a “levar as coisas a sério antes que seja tarde demais”, ao comentar a falta de acordo para acabar com o conflito.
“Os negociadores iranianos são muito diferentes e ‘estranhos'”, afirmou Trump, na mesma mensagem, avisando que, na ausência de um acordo, “não haverá volta a dar e não vai ser bonito”.
Trump indicou que os negociadores iranianos estão, por um lado, “a implorar” para alcançar um acordo e, por outro, a afirmar publicamente que apenas estão “a examinar a proposta” norte-americana.
Trump criticou assim a posição do Irão, afirmando que tudo “é falso”, insistindo que chegar a um acordo para o fim da guerra é do interesse da República Islâmica, que, disse, “foi militarmente aniquilada e sem qualquer possibilidade de recuperar”.
Neste ponto, Trump reforçou as ameaças às autoridades iranianas que instou a negociar de “forma séria”.
As declarações contrastam com a versão do Irão, cujo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, negou que existam “negociações ou conversações” com os EUA para terminar a guerra, embora tenha reconhecido a existência de mensagens provenientes de Washington que, ainda assim, não constituem “negociação nem diálogo”.




