O que começou como um mutirão solidário para salvar uma ponte na Linha 90, zona rural de Ji-Paraná, terminou de forma trágica e com uma revelação surpreendente sobre a causa da morte de João Mariano, de 70 anos. O incidente teve início na tarde de sexta-feira (26), quando moradores se mobilizaram para retirar galhos e entulhos acumulados pelas fortes chuvas que ameaçavam a estrutura da ponte sobre o Rio Riachuelo. Durante o trabalho, o idoso acabou caindo na água e desapareceu na correnteza. O Corpo de Bombeiros realizou buscas intensas durante o fim de semana, localizando o corpo somente na manhã deste domingo (28), a cerca de 1 km do local da queda, sendo removido pela funerária Prevenir.
No entanto, o caso teve uma reviravolta após a realização do exame de necropsia. O laudo do médico legista constatou que não havia água nos pulmões ou no organismo da vítima, descartando completamente a hipótese de morte por afogamento. A perícia concluiu que João Mariano sofreu um mal súbito, possivelmente um infarto fulminante, momentos antes ou durante a queda no rio. Essa constatação médica explica por que o idoso não tentou nadar ou se segurar, mesmo sendo um morador antigo e conhecedor da região.
O laudo corrobora os relatos dramáticos das testemunhas que presenciaram o acidente. Pessoas que estavam no local afirmaram ter visto João cair sobre um toco de madeira e descer a correnteza “sentado”, com os olhos abertos, mas completamente imóvel e sem reagir aos gritos de socorro. Acreditava-se que ele tentaria sair mais à frente, mas o idoso afundou cerca de 50 metros depois e não retornou à superfície. A conclusão é que o senhor João Mariano infelizmente já estava inconsciente ou sem vida enquanto era levado pelas águas, transformando o esforço comunitário em um luto profundo para a Linha 90.






