
Num comunicado, o ministério afirmou que as forças de segurança do país tinham frustrado “uma conspiração terrorista que visava (…) altos responsáveis” sírios.
Segundo a mesma fonte, foram realizadas operações de segurança coordenadas nos arredores de Damasco, assim como nas províncias de Alepo, Homs, Tartu e Latakia, permitindo “o desmantelamento de uma célula afiliada ao Hezbollah, cujos membros entraram clandestinamente no território sírio, após terem recebido formação especializada no Líbano”.
O ministério assegurou que aquela célula estava pronta para entrar em ação, nomeadamente para levar a cabo “assassinatos visando altos responsáveis governamentais”.
O ministério publicou fotos de 11 pessoas detidas, sem precisar as suas nacionalidades. Antes disso, tinha divulgado fotos de armas apresentadas como apreendidas num esconderijo, incluindo armas de fogo, munições, granadas e “dispositivos explosivos” prontos a ser utilizados, bem como equipamentos de vigilância.
Por seu lado, o Hezbollah disse “desmentir categoricamente as acusações infundadas do ministério” e reiterou, em comunicado, a sua posição de que o movimento xiita “não tem qualquer presença no território sírio e não realiza qualquer atividade localmente”.
“As afirmações repetidas das autoridades de segurança sírias (…) confirmam que alguns procuram criar tensões e semear a discórdia entre os povos sírio e libanês”, acrescentou o Hezbollah.
O movimento já tinha desmentido, a 12 e 19 de abril, qualquer ligação com células desmanteladas na Síria, acusadas pelas autoridades do país de planear ataques, tanto no território nacional como no estrangeiro.
O presidente sírio Bashar al-Assad, que foi deposto em 2024, tinha ligações estreitas com o Hezbollah, que o ajudou na Síria durante a guerra civil (2011-2024).
As autoridades islamitas sunitas que lhe sucederam mostraram-se hostis em relação ao movimento libanês.
Em fevereiro, as autoridades sírias tinham anunciado ter desmantelado uma célula responsável por ataques a um bairro de Damasco, afirmando que as armas provinham do Hezbollah, que mais uma vez negou qualquer envolvimento.




