7 fevereiro, 2026
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Seguro pede que ninguém fique em casa porque "adversário" é a abstenção



“Há quem tudo faça para que os portugueses não vão votar e nós faremos tudo para que os portugueses vão votar, mesmo que não queiram votar em nós. É preciso ir votar no próximo domingo”, apelou, no seu último discurso no comício de encerramento da campanha para a segunda volta presidencial, que decorre em Matosinhos, distrito do Porto.

 

Num derradeiro apelo ao voto, o candidato presidencial apoiado pelo PS pediu que os portugueses “não fiquem em casa” no domingo, avisando que o “grande adversário” da sua candidatura é a abstenção.

Seguro insistiu na necessidade de Portugal ter estabilidade porque não se pode ter “mais instabilidade nem incertezas” nem ir “à aventura” ou “correr riscos”.

“O Palácio de Belém não pode ser um local de confronto e conflito, tem que ser um porto seguro para que o país possa progredir e resolver os problemas” dos portugueses, defendeu.

Para o candidato mais votado na primeira volta das presidenciais, a moderação que diz oferecer “não é uma fraqueza, é um instrumento indispensável em democracia”.

Seguro assegurou que não ficará em Belém “a pôr carimbos” nos decretos que lhe cheguem do parlamento ou do Governo, mas sim a “fazer o que é necessário” que é ser um Presidente da República “inspirador, mobilizador, leal do ponto de vista das relações institucionais”.

Para o ex-líder do PS, no estado a que chegou Portugal, o mais alto magistrado na nação tem que contribuir para que os portugueses continuem a acreditar na política, considerando “uma parte da desilusão que existe e da revolta” que existe, “que muitas das vezes é mal canalizada” tem na raiz “muita verdade” porque se prometeu resolver problemas e depois isso não aconteceu.

Seguro defendeu que “a política tem que perceber que se não é capaz” de convergir “vai perdendo mais adesão à realidade”.

“Queremos defender a democracia exigindo que os governos encontrem soluções para resolver os problemas dos portugueses”, prometeu.

O candidato presidencial voltou a garantir que jamais será um Presidente “sombra em Belém”, ou Presidente “de metade dos portugueses”. 

“Ambiciono ser o Presidente de todos, mesmo aqueles que no domingo não vão votar em mim”, disse, prometendo que será “inquebrantável na defesa” da liberdade, da democracia, da república e do estado social.

Num dos mais longos discursos que fez ao longo da campanha, Seguro passou em revista as ideias que defendeu ao longo deste último mês, desde o pacto para a saúde, as respostas para a habitação, as soluções para os jovens ou o papel da política.

“Porque a política ou serve para resolver os problemas das pessoas ou não serve para rigorosamente nada”, disse.

Os efeitos das recentes tempestades e as críticas à impreparação do Estado para responder a catastrófes destas também não foi esquecida.

No encerramento da campanha, que decorreu no Lionesa Business Hub, em Matosinhos, o ex-líder socialista teve ao seu lado a mulher, Margarida Maldonado Freitas, os presidentes das câmaras de Matosinhos e de Santo Tirso, Luísa Salgueiro e Alberto Costa, e o líder da distrital do PS/Porto, Nuno Araújo, entre outras figuras do PS.

[Notícia atualizada às 00h00]

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