
Um professor inglês mentiu à escola onde lecionava, dizendo estar demasiado doente para dar aulas, para ir à despedida de solteiro de um amigo… em Portugal.
Joe Wilson, um professor do 6.º ano em South Yorkshire, no Reino Unido, disse ao seu chefe na Listerdale Junior Academy que não conseguiria trabalhar depois de estar “a noite toda a vomitar”, no dia 18 de maio de 2023.
“Não vou conseguir ir à escola hoje. Estive a noite toda a vomitar e tenho uma dor de cabeça terrível”, escreveu numa mensagem ao seu superior, lida à frente de um painel da Agência Reguladora do Ensino (TRA na sigla em inglês), citada pelo The Mirror.
No dia seguinte, voltou a contatar o seu superior: “Continuo sem estar melhor, por isso, não vou à escola hoje. Não consigo manter nem comida nem água no estômago. Vou-te deixando a par.”
O engodo funcionou até um outro membro docente encontrar fotos de Wilson num aeroporto, segurando num copo de cerveja. A fotografia, que não foi postada por Wilson, estava datada com o dia 18 de maio – exatamente quando o professor dizia estar doente. Na descrição, o autor da foto escreveu: “Começo do dia para… a despedida de solteiro, umas cervejas com o chefe da equipa de Portugal”, indicando que Wilson poderia ser o próprio organizador do evento.
Após a escola ter conhecimento das fotografias, Wilson defendeu que as mesmas tinham sido captadas durante uma viagem anterior e que só agora estavam a ser publicadas. Mas mais tarde admitiu: tinha mentido para ir à despedida de solteiro de um amigo em Lisboa.
Para encobrir o que tinha feito, o professor chegou mesmo a arrancar páginas do seu passaporte, onde a sua viagem à capital portuguesa estavam documentadas. Contudo, a investigação ao caso facilmente notou que as páginas 9, 10, 27 e 28 tinham desaparecido do documento.
“Ao comunicar falsamente a sua ausência por motivo de doença e ao apresentar um documento falsificado durante a investigação, o Sr. Wilson estava a induzir intencionalmente a escola em erro e a ocultar a verdade”, deliberou a TRA. “O painel considerou que o comportamento do Sr. Wilson ficou aquém dos padrões éticos esperados de um professor e foi contrário à forma como a profissão se propõe a servir o público”, afirmou ainda, notando que as ações do docente podem manchar a reputação de professor.
Apesar da gravidade da situação, o painel considerou que uma proibição de voltar a ensinar seria um castigo demasiado severo para Wilson. Nas considerações finais foi concluído que a divulgação do caso “seria suficiente para transmitir uma mensagem clara ao professor sobre os padrões de comportamento que não são aceitáveis e que essa divulgação satisfaria o requisito de interesse público de definir os padrões adequados da profissão”.



