
O documento, publicado no final da visita de Estado do líder vietnamita, To Lam, indica que ambas as partes “acordaram defender um comércio e investimento livres e abertos” e “construir conjuntamente cadeias industriais e de abastecimento seguras e estáveis”, de acordo com o texto citado por órgãos estatais chineses.
A declaração acrescenta que Pequim e Hanói pretendem aprofundar a cooperação em setores emergentes, incluindo economia digital, desenvolvimento verde, inteligência artificial, semicondutores, tecnologia quântica e ferrovia de alta velocidade.
Os dois países manifestaram ainda apoio ao investimento de empresas “capazes e com boa reputação” nos respetivos mercados e defenderam a criação de um ambiente de negócios “justo, conveniente e transparente”.
A China mantém-se como o principal parceiro comercial do Vietname, num contexto em que várias empresas industriais chinesas transferiram nos últimos anos parte da produção para o país vizinho, para contornar as tarifas impostas pelos Estados Unidos desde o primeiro mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump.
O texto refere também o compromisso de acelerar a ligação ferroviária entre os dois países e de a transformar num “novo destaque” da relação bilateral.
O anúncio foi feito no final de uma visita durante a qual To Lam, secretário-geral do Partido Comunista do Vietname e, desde a semana passada, também Presidente do país, se reuniu com o homólogo chinês, Xi Jinping, bem como com o primeiro-ministro, Li Qiang, e outros altos responsáveis.
A acumulação por To Lam dos dois principais cargos do sistema político vietnamita aproxima-se do modelo chinês, onde Xi Jinping é simultaneamente Presidente e secretário-geral do Partido Comunista Chinês, além de líder das Forças Armadas.
Apesar da proximidade entre os dois países comunistas, Pequim e Hanói mantêm divergências sobre reivindicações territoriais no mar do Sul da China, em particular em torno de várias ilhas disputadas.
Sobre este ponto, ambas as partes indicaram que vão “gerir melhor” as diferenças.
A declaração inclui ainda compromissos para reforçar a coordenação política e de segurança, alargar a cooperação em áreas como ciência, tecnologia, alfândegas, agricultura, turismo e formação de recursos humanos, e promover os intercâmbios entre partidos, instituições e organizações sociais dos dois países.




