
“A partir de agora, o primeiro-ministro deixa de contar com o apoio da maioria parlamentar. Isto significa que já não possui a legitimidade democrática para chefiar o Governo romeno”, afirmou a força política num comunicado.
O PSD, primeira força parlamentar do país, integrou o Governo de coligação pró-europeu em junho de 2025, após meses de turbulência política marcados por um aumento do apoio à extrema-direita e pelo cancelamento da eleição presidencial devido a alegações de interferência russa.
Desde então, o executivo liderado por Bolojan adotou uma série de medidas impopulares, como o aumento de impostos para fazer face ao maior défice da União Europeia (UE), provocando uma grande insatisfação no PSD, cuja base eleitoral tem vindo a ser cooptada pela extrema-direita.
Hoje, o PSD declarou estar aberto a integrar “um novo Governo pró-europeu” e a apoiar um primeiro-ministro diferente, “seja ele um político ou um tecnocrata”.
Os social-democratas já tinham retirado o apoio ao primeiro-ministro Bolojan, numa votação quase por unanimidade, na segunda-feira.
Na consulta interna do partido, 97,7% dos 5.000 representantes do PSD votaram a favor de romper relações com o chefe de Governo, a quem acusam de falta de diálogo e austeridade excessiva para limpar as contas públicas.
No ano passado, a Roménia viveu outra crise política, quando a primeira volta das eleições presidenciais realizada em novembro de 2024 foi anulada pela justiça.
Em maio de 2025, os romenos regressaram às urnas para repetir as presidenciais. O candidato do partido eurocrítico e populista AUR, o nacionalista George Simeon, venceu a primeira volta e passou à segunda ronda com Nicusor Dan, pró-UE, que acabaria por ser eleito Presidente.




