
Os deputados apoiaram o novo Governo numa votação de 49 contra 30 na assembleia de 90 membros.
A votação ocorreu após as eleições parlamentares realizadas em março, que não produziram um vencedor claro.
O Movimento pela Liberdade do ex-primeiro-ministro liberal pró-europeu Robert Golob obteve a maioria dos votos, mas não conseguiu reunir uma maioria parlamentar.
Jansa, de 67 anos, que foi nomeado primeiro-ministro em maio, e o seu partido de tendência populista formaram um Governo de coligação com outros grupos de direita no Parlamento.
O novo Governo conta também com o apoio do partido antissistema Verdade, que surgiu inicialmente como um movimento antivacinas durante a pandemia da Covid-19.
Janez Jansa regressou em março o cargo de primeiro-ministro pela quarta vez, depois de anteriores mandatos entre 2004 e 2022.
O veterano é um admirador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e foi um aliado próximo do antigo primeiro-ministro populista húngaro Viktor Orbán, que sofreu uma derrota esmagadora nas eleições de abril.
Tal como Orban, Jansa assumiu uma posição firmemente anti-imigração durante a grande onda migratória que atingiu a Europa em 2015 e enfrentou acusações de restringir as instituições democráticas e a liberdade de imprensa durante o seu mandato anterior, entre 2020 e 2022, levando, na altura, a protestos e a um escrutínio por parte da União Europeia.
Jansa prometeu que o seu novo Governo será “para toda a Eslovénia e para todas as gerações”.
Numa declaração já hoje, Jansa afirmou que o seu gabinete, composto por 15 membros, possui “uma vasta experiência”.
Jansa comprometeu-se a reduzir os impostos e queixou-se de que a Eslovénia tem “uma burocracia incrivelmente exagerada” em comparação com outros países europeus. Afirmou que apelará aos partidos da oposição para que colaborem em questões fundamentais no futuro.
O novo gabinete inclui Tone Kajzer, o antigo embaixador esloveno nos EUA, que foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros, enquanto Franci Matoz — que é o antigo advogado de Jansa — foi nomeado ministro do Interior, o que suscitou algumas críticas públicas.



