
Em comunicado, a representante da UNICEF na Ucrânia, Munir Mammadzade, lembrou que “um terço das crianças da Ucrânia continuam deslocadas, o que significa quase 2,6 milhões. Quase 1,8 milhões delas vivem como refugiadas fora do país. Mais de 791 mil estão deslocadas dentro da Ucrânia”.
Um dos exemplos citados por Mammadzade é a região de Kherson, localizada perto da península da Crimeia e que foi ocupada pela Rússia entre março e novembro de 2022, onde restam apenas cerca de 5.000 das 60 mil crianças que lá viviam.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse hoje que 2.000 crianças ucranianas foram repatriadas desde o início da guerra, mas que milhares de outras permanecem em cativeiro na Rússia e nos territórios ocupados.
“Temos já um resultado significativo: duas mil crianças ucranianas que estavam sob controlo russo foram trazidas para casa”, referiu Zelensky numa mensagem nas redes sociais.
“O caminho que se avizinha é longo e difícil. Milhares de crianças ucranianas ainda estão em cativeiro na Rússia e são vítimas dos crimes desta todos os dias”, acrescentou.
A Ucrânia acusa a Rússia de ter transferido aproximadamente 20.000 crianças ucranianas para o seu território desde o início da invasão em fevereiro de 2022.
Em 2023, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de detenção contra o Presidente russo, Vladimir Putin, e a sua delegada para os direitos da criança, María Lvova-Belova, pelo alegado crime de guerra de deportação ilegal de crianças ucranianas.
O regresso das crianças que continuam em território russo é uma das prioridades da Ucrânia no processo negocial em curso com a Rússia mediado pelos aliados ocidentais.


