
“As chuvas torrenciais provocaram grandes inundações e, infelizmente, causaram até agora 23 mortes, danos materiais, cortes de estradas e deslocação de habitantes”, indicou a polícia em comunicado.
As equipas de socorro continuavam hoje a recuperar corpos e a resgatar moradores que ficaram presos, enquanto jornalistas da AFP constatavam graves danos em estradas e infraestruturas, desde os vastos bairros de lata da cidade até zonas mais abastadas como Parklands.
“Estamos perante uma catástrofe, (…) um número muito elevado de zonas da cidade foi afetado, bem como condados em todo o país”, declarou à AFP o porta-voz da Cruz Vermelha queniana, Munir Ahmed.
A polícia indicou ter resgatado pelo menos 29 pessoas durante a noite e afirmou que permanece “plenamente mobilizada”.
Na sequência das chuvas de sexta-feira, a indignação manifestou-se online contra o governador de Nairobi, Johnson Sakaja, que tinha prometido melhorar a drenagem e as infraestruturas rodoviárias quando assumiu funções em 2022.
“Sakaja devia estar na prisão, não no cargo”, escreveu na rede social X o ativista Nelson Amenya. “Não existe um sistema de escoamento de águas pluviais (…) Não vi qualquer gestão ativa das inundações, nem sequer preparação para elas, por parte do condado de Nairobi”, acrescentou.
A Cruz Vermelha queniana indicou ainda que centenas de lares nos condados vizinhos também foram afetados e que vastas extensões de terras agrícolas foram destruídas.
O Departamento Meteorológico do Quénia advertiu que os riscos de inundações continuam a ser elevados em zonas com sistemas de drenagem de baixo nível e em áreas próximas de rios.
Por seu lado, o ministro de Serviço Público, Desenvolvimento de Capital Humano e Programas Especiais, Geoffrey Ruku, anunciou que hoje se realizará uma reunião de coordenação de emergências com as principais entidades nacionais de resposta a desastres.



