
A presidente da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, justificou que o partido por si encabeçado solicitou uma audição parlamentar dos três nomeados para integrar as áreas da Reforma do Estado, Ambiente e Energia e Saúde, além dos ministros responsáveis pelas escolhas, por forma a “fazer uma avaliação séria do seu currículo, da sua experiência profissional”. Isto porque, na ótica da responsável, “estes cargos que, muitas vezes, são puramente técnicos, têm de ser [atribuídos] por mérito, por competência, e não por serem do partido A ou B”.
“Pedimos a audição de algumas pessoas que foram nomeadas para determinados cargos. Queremos fazer uma avaliação séria do seu currículo, da sua experiência profissional”, disse Mariana Leitão, em declarações à imprensa.
A líder da IL apontou, a título de exemplo, que o partido tenciona obter esclarecimentos sobre “a estratégia” que o Grupo de Trabalho para a Reforma do Estado “pretende adotar, que visão é que tem”, por considerar que “é importante que isso seja partilhado com a Assembleia da República”.
“Temos de ter noção de uma coisa: enquanto houver inúmeras chefias intermédias, inúmeros cargos na função pública que são por indicação, por nomeação política, e não por concurso público, há sempre uma dúvida que subsiste, se aquela nomeação é por conta de ter determinado cartão partidário ou se é, de facto, por mérito e por experiência da pessoa em causa”, elucidou.
Mariana Leitão foi mais longe, indicando que, como se tratam de “nomeações, e há dúvidas sobre a experiência e os currículos destas pessoas, queremos perceber se, efetivamente, essas dúvidas são fundamentadas ou não, e nada melhor do que ouvir as pessoas e os ministros que as nomearam”.
“O Estado tem de funcionar, tem de funcionar bem, tem de ser eficiente, e estes cargos que, muitas vezes, são puramente técnicos, têm de ser [atribuídos] por mérito, por competência, e não por serem do partido A ou B”, complementou.
Saliente-se que a IL pediu, esta sexta-feira, que o novo presidente da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis (EMER 2030), Manuel Nina, e o novo coordenador, Fábio Teixeira, prestassem esclarecimentos no Parlamento, na sequência de notícias a dar conta da falta de experiência académica e profissional na área por parte do jovem, que é licenciado em enfermagem.
Num outro requerimento, o partido solicitou a audição dos membros do Grupo de Trabalho para a Reforma do Estado, entre eles Frederico Perestrelo, cuja nomeação para consultor coordenador foi noticiada recentemente por se tratar do irmão do chefe de gabinete do primeiro-ministro, Pedro Perestrelo Pinto. A IL pediu, de igual modo, esclarecimentos ao ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, assim como ao coordenador-geral do grupo, António Vicente, à consultora principal Mónica Vaz e aos consultores coordenadores Francisco Soares de Oliveira, Joana Rebocho, Afonso Machado e João Garcia.
Finalmente, num terceiro requerimento, os liberais solicitaram explicações à recém-nomeada presidente do Conselho de Administração da ULS Amadora/Sintra, Sandra Cavaca, até agora presidente da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, por considerarem que a gestão hospitalar “deve assentar no mérito, na transparência e na responsabilização por resultados e não em eventuais critérios de natureza político-partidária”.
IL quer ouvir ministros (e nomeados). “Perceber critérios para escolhas”
A IL pediu hoje uma audição parlamentar de Fábio Teixeira, licenciado em enfermagem nomeado para coordenar a estrutura de missão para as renováveis, e de Frederico Perestrelo, irmão do chefe de gabinete do primeiro-ministro.
Lusa | 17:15 – 13/02/2026



