
“O meu estado físico melhorou e encontra-se no topo da escala de saúde”, afirmou Netanyahu durante uma audiência judicial em Telavive, citado pela imprensa israelita.
De acordo com o jornal The Times of Israel, Netanyahu prestou as declarações em tribunal no âmbito de um processo que moveu contra dois jornalistas e um ativista político por divulgarem informações sobre a sua situação médica.
Netanyahu insistiu que a saúde é “boa, inclusive excelente”, e rejeitou ter sofrido de cancro do pâncreas, como alegavam os arguidos na ação judicial, argumentando que, se assim fosse, “não estaria vivo”.
Indicou que foi submetido a uma intervenção devido a uma hipertrofia da próstata em dezembro de 2024.
Posteriormente, num exame de rotina, foi-lhe detetado um cancro da próstata no final de 2025, contou durante o testemunho.
Disse que se submeteu a um tratamento com sessões de radioterapia no início de 2026, pouco antes do início da ofensiva conjunta com os Estados Unidos contra o Irão em 28 de fevereiro.
O chefe do Governo israelita afirmou que o tratamento foi “totalmente bem-sucedido” e que a doença desapareceu.
É a primeira vez que Netanyahu, 76 anos, detalha publicamente a cronologia do diagnóstico e da recuperação, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.
As declarações contrastam parcialmente com versões anteriores da equipa médica que o tratou sobre o calendário da radioterapia, que indicavam o início do tratamento em meados de fevereiro.
O gabinete do primeiro-ministro já tinha informado em abril que Netanyahu fora diagnosticado com um cancro da próstata numa fase precoce.
Referiu na altura que tinha concluído com sucesso o ciclo de radioterapia, mas sem detalhar o alcance das intervenções ou a respetiva cronologia.



