
Em conferência de imprensa no final da cimeira de chefes de Estado e de Governo da NATO, em Ancara, Luís Montenegro afirmou que, durante a reunião, “foi confirmada a unidade entre toda a Aliança” e a “força do laço transatlântico”.
“À volta da mesa houve total convergência, consonância de pontos de vista sobre os assuntos que estavam a ser tratados. De todos, sem nenhuma exceção. Não houve nenhuma querela, nem nenhuma polémica, nas intervenções de todos os aliados”, assegurou.
O primeiro-ministro frisou que, apesar de haver, à margem, “algumas perturbações que acontecem e que muitas vezes retiram a atenção do que é essencial”, a “unidade em volta dos objetivos e dos princípios de funcionamento da Aliança Atlântica foram absolutos”.
“Eu vou repetir, porque foi mesmo assim: foram absolutos. Não houve uma única divergência relativamente aos objetivos de aproximar o investimento da Europa do dos Estados Unidos da América, do ponto de vista das capacidades, dos grandes objetivos que são a dissuasão, a promoção da paz e das condições que nos dão a segurança para garantirmos os direitos fundamentais dos cidadãos”, afirmou.
O primeiro-ministro referiu ainda que, durante a cimeira, todos os aliados reafirmaram o seu apoio à Ucrânia, “cuja luta e absolutamente crucial” para a segurança da Aliança e para a preservação dos seus “valores democráticos”.
No âmbito desse apoio a Kyiv, Luís Montenegro referiu que Portugal se comprometeu a “reeditar em 2026 o apoio militar e financeiro” que forneceu em 2024 e 2025, mas aumentará a sua participação no programa da NATO PURL, que coordena e compra e a entrega de equipamentos militares à Ucrânia, em mais 50 milhões de euros.



