4 maio, 2026

NATO justifica retirada de tropas com deceção dos EUA e dá Portugal como exemplo



“Tem havido alguma deceção do lado dos Estados Unidos em relação à reação ao que está a acontecer agora no Médio Oriente e à campanha de Israel e dos EUA contra o Irão”, disse o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte.

 

Falando à chegada da oitava cimeira da Comunidade Política Europeia, que decorre hoje na capital da Arménia, em Erevan, Rutte apontou que “os líderes europeus ouviram a mensagem dos Estados Unidos com clareza”.

“Todo o apoio logístico está a ser entregue […] pela Roménia, Portugal, Grécia, Itália, Reino Unido e outros apoios”, elencou, numa alusão à utilização de bases europeias, como a das Lajes, nos Açores.

Os aliados europeus estão, de acordo com Mark Rutte, “a garantir que todos os acordos bilaterais básicos estão a ser implementados”.

Por seu lado, outros países aliados como Espanha, rejeitaram que os Estados Unidos utilizassem as suas bases na guerra contra o Irão.

Também na chegada à cimeira da Comunidade Política Europeia, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, apontou que “o momento deste anúncio é uma surpresa”, embora admitindo que “já se fala há muito tempo sobre a retirada das tropas dos Estados Unidos da Europa”.

“Acho que isso mostra que temos de reforçar seriamente o pilar europeu na NATO e que temos de fazer muito mais. As tropas americanas não estão na Europa apenas para proteger os interesses europeus, mas também os interesses americanos”, adiantou.

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