22 fevereiro, 2026
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Mulher ucraniana detida por atentado em Leopolis em nome da Rússia



A suspeita de 33 anos e de nacionalidade ucraniana terá agido de acordo com instruções dos serviços secretos russos e usou um engenho explosivo no ataque, adiantou a polícia ucraniana em comunicado.

De acordo com a nota, a detida havia preparado engenhos explosivos caseiros que escondeu em vários locais, seguindo as instruções de um contacto nos serviços secretos de Moscovo.

Pelas 00:30 (22:30 de sábado em Lisboa), a polícia de Leopolis foi chamada a um estabelecimento comercial no centro da cidade após receber um alerta sobre um suposto roubo.

Quando a primeira patrulha chegou ao local, um explosivo detonou e, quando a segunda chegou, outro engenho explodiu, ambos escondidos em caixotes de lixo.

Uma agente da polícia de 23 anos morreu no local e 25 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave.

Esta madrugada, a Rússia efetuou vários ataques à Ucrânia, num dos quais morreram quatro pessoas em Sumy, no norte do país.

O ataque visou a localidade de Znob-Novgorod, onde dois irmãos, de 17 e 24 anos, ficaram feridos numa explosão e pediram uma ambulância, de acordo com um comunicado do Ministério Público de Sumy.

A caminho do hospital, a ambulância foi atingida por um drone, causando a morte dos dois feridos e de dois paramédicos, de 25 e 32 anos. O motorista ficou ferido.

Também na última madrugada, a Rússia atacou a Ucrânia com 52 mísseis e 297 drones, dos quais 33 e 274 foram neutralizados, respetivamente, de acordo com a Força Aérea ucraniana.

Na localidade de Putrivka, na região de Kyiv, uma pessoa morreu e sete ficaram feridas, em ataques russos na noite de sábado.

Os ataques russos visaram sobretudo infraestruturas energéticas ucranianas.

Quase quatro anos após a invasão da Ucrânia pela Rússia, realizaram-se, na terça e na quarta-feira, em Genebra, na Suíça, conversações diretas entre Moscovo e Kyiv, mediadas pelos Estados Unidos, qualificadas como difíceis por ambas as partes e que terminaram sem progressos tangíveis.

As conversações trilaterais visam pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, iniciada com a invasão ordenada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, em 24 de fevereiro de 2022, naquele que é o mais grave conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

As negociações continuam bloqueadas pela exigência russa de que Kyiv se retire do Donbass, região industrial no leste da Ucrânia atualmente quase totalmente sob controlo das forças russas.

Na sexta-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, adiantou que dentro de dez dias haverá nova negociação trilateral, provavelmente também em Genebra.

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