
“Com profundo pesar, a liderança do Partido, do Estado e do Governo informa o povo que, na manhã deste domingo, 21 de junho, faleceu o histórico Comandante da Revolução, Ramiro Valdés Menéndez, Herói da República de Cuba e do Trabalho. Deixa um brilhante e extraordinário legado de serviços prestados à nação”, noticiou o site oficial Cubadebate, citado pela agência espanhola EFE.
O ‘media’ estatal destacou o percurso de Ramiro Valdés como membro da expedição do iate “Granma”, participante no ataque ao Quartel Moncada a 26 de julho de 1953, ao lado de um grupo de jovens guerrilheiros liderados por Fidel Castro, e mais tarde como membro do Exército Rebelde na Serra Maestra, onde combateu ao lado de Ernesto “Che” Guevara.
“O falecimento do Comandante da Revolução, Ramiro Valdés Menéndez, entristece-nos profundamente, como a perda de um pai”, escreveu na rede social X o Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel.
Juntamente com o antigo líder Raúl Castro, que completou recentemente 95 anos, Menéndez era um dos últimos sobreviventes da expedição do iate “Granma” de 02 de dezembro de 1956, ponto de partida da Revolução Cubana.
Membro do Partido Comunista Cubano (PCC, o partido único) e do seu comité político, serviu como ministro do Interior e criou o G2, o serviço de informações da ilha caribenha.
Usando sempre uniforme militar em aparições públicas, Ramiro Valdés Menéndez não era visto em público desde o ano passado.



