
“Ao falarmos de agricultura, como tema central deste evento, devemos reconhecer uma realidade incontornável, não haverá redução sustentável da pobreza em Moçambique sem a transformação profunda do sistema agroalimentar”, disse hoje Levi, que falava, em Maputo, durante as celebrações do Dia Internacional da Mulher, que se assinala mundialmente em 08 de março.
Segundo a governante, o processo de transformação do sistema agroalimentar em Moçambique passa por reconhecer o papel essencial da mulher e da rapariga no setor agrário.
“Como Governo, a nossa prioridade é transformar produção em rendimento e o rendimento em bem-estar para as famílias moçambicanas”, disse, acrescentando que colocar a mulher no centro das atenções se torna incontornável porque constituem uma parte significativa da força de trabalho no setor agrícola.
Para a primeira-ministra moçambicana, quando as mulheres têm acesso à terra, tecnologia, financiamento, mercados e conhecimento, os ganhos traduzem-se não apenas em maior produção, mas sobretudo em melhores condições de vida para as suas famílias e maior resiliência para as comunidades.
“Por essa razão, reforçar a participação e a autonomia das mulheres no sistema agroalimentar não é apenas uma questão de justiça social, é também uma condição essencial para acelerar o desenvolvimento económico das comunidades e do país”, disse.
Benvinda Levi defendeu ainda que colocar as mulheres no centro da transformação económica, especialmente nos setores onde a sua participação é determinante, como a agricultura, deve caminhar em paralelo com a garantia dos seus direitos e da sua segurança.
Citando o Programa Quinquenal do Governo 2025-2029, que estabelece, como objetivo central, acelerar o crescimento económico inclusivo e sustentável, com foco na diversificação da economia, Levi explicou que o instrumento identifica a agricultura como uma das áreas estratégicas para impulsionar o desenvolvimento nacional, através da modernização do setor, do fortalecimento das cadeias de valor, do desenvolvimento de polos de produção e da capacitação dos pequenos produtores.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, considerou, no domingo, preocupante o aumento dos casos de violência baseada no género (VBG), representando um obstáculo aos esforços de desenvolvimento no país.
Na mensagem de felicitação por ocasião do Dia Internacional da Mulher, o chefe de Estado moçambicano observou que a celebração deste ano decorre numa altura em que, no país, tem sido reportado o aumento de casos de violência baseada no género, uma situação que considera preocupante não apenas por constituir crime à luz da lei.
A VBG também representa, segundo Daniel Chapo, um obstáculo aos esforços de desenvolvimento, tendo em conta o papel central das mulheres na vida económica, social, cultural e política de Moçambique.



