A busca por Elivelton, o pescador que desapareceu no Rio Urupá no final da tarde do último domingo (25), atingiu um ponto crítico nesta terça-feira (27). O trabalho das equipes de resgate, que já entra no terceiro dia consecutivo, enfrenta agora a fúria da natureza. Desde as primeiras horas da manhã, fortes chuvas atingem a região de Ji-Paraná, provocando a elevação rápida do nível do rio e aumentando a força da correnteza. Esse novo cenário torna a operação ainda mais perigosa para os mergulhadores, que precisam lidar com a visibilidade praticamente nula sob a água e com o risco de galhos e entulhos arrastados pela cheia.
O desaparecimento ocorreu nas proximidades da Rua Sete de Setembro, quando Elivelton pescava em uma embarcação na companhia de um amigo. Segundo o relato da testemunha, a vítima caiu na água ao tentar se aproximar da margem e, embora tenha afirmado que sabia nadar, apresentou dificuldades imediatas para se manter à tona. O amigo ainda tentou um resgate desesperado, mas viu Elivelton submergir e ser engolido pela profundidade do rio antes que pudesse alcançá-lo. Desde então, o mistério sobre o paradeiro do pescador mobiliza o Corpo de Bombeiros e gera uma corrente de orações entre os moradores locais.
As buscas entram agora em uma fase extremamente crítica, dificultada pela forte chuva que atinge Ji-Paraná neste momento. O nível do Rio Urupá está subindo de forma acelerada, o que aumenta a força da correnteza e compromete severamente a visibilidade. Mesmo diante dessas condições adversas e do risco climático, o Corpo de Bombeiros mantém a operação nesta terça-feira, monitorando a calha do rio em uma tentativa persistente de localizar a vítima antes que o volume de água torne o trabalho ainda mais complexo.




