
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Questionado sobre o fim do inquérito das fake news, Jorge Messias defendeu que os processos precisam ter “início, meio e fim e prazo razoável”. Segundo ele, “ninguém pode ser investigado a vida inteira”.
“Não posso antecipar voto, mas posso antecipar princípios. A duração razoável do processo é uma garantia constitucional de todo cidadão, porque a diferença disso é o inquérito eterno. O inquérito eterno é o arbítrio. O arbítrio é o que a democracia veio coibir”, disse.
O indicado ao STF destacou ainda sua relação com o ministro da corte André Mendonça. O magistrado, que também é evangelico, fez articulação com senadores de oposição para arrefecer a resistência a Messias.
O AGU afirmou que Mendonça é seu “irmão de fé” e que tem orgulho do apoio do ministro, classificado por ele como “um dos melhores” integrantes da Corte.
Assim como Messias, o Mendonça enfrentou forte resistência de Alcolumbre, que presidia a CCJ em 2022 e segurou a indicação do atual ministro por mais de 4 meses.
Atualmente presidente do Senado, Alcolumbre resiste a Messias e se tornou o principal obstáculo para o AGU chegar ao STF. O chefe do Legislativo preferia que o indicado para a Corte fosse o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
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