
Num comunicado citado pela televisão libanesa Al Manar, o Hezbollah negou qualquer relação com os indivíduos detidos pelas autoridades sírias, classificando as acusações como “falsas e fabricadas”.
O movimento sublinhou que “sempre afirmou que não mantém qualquer presença na Síria nem participa em qualquer atividade no país, independentemente da sua natureza”.
O Hezbollah queixou-se do que descreve como um “padrão recorrente” de associação do grupo a incidentes de segurança na Síria, apontando um alegado esforço para “distorcer a imagem da resistência”.
Segundo o grupo, as acusações visam “minar a sua função principal”, que descreveu como sendo o confronto com Israel em defesa do Líbano.
No domingo, o Ministério do Interior sírio anunciou ter frustrado um “plano de sabotagem” atribuído a uma célula ligada ao Hezbollah, alegadamente destinado a desestabilizar a região.
De acordo com as autoridades sírias, os suspeitos terão utilizado um veículo civil adaptado para ocultar equipamento destinado ao lançamento de ‘rockets’.
As atuais autoridades sírias, no poder desde a queda do ex-Presidente Bashar al-Assad em dezembro de 2014, após uma ofensiva de grupos jihadistas e rebeldes liderados pelo Hayat Tahrir al-Sham, têm intensificado operações contra o Hezbollah nos últimos meses.




