27 março, 2026

Mais de 20 presos libertados em Cuba após acordo com Vaticano



A maioria das pessoas libertadas participou nos protestos antigovernamentais de 11 de julho de 2021, os maiores em décadas na ilha, e cumpriam penas de seis a 18 anos de prisão por crimes como distúrbios públicos, desacato, atentado e sedição.  

A PD criticou na sua nota, publicada nas redes sociais, que apenas 22 dos 51 beneficiados pelo acordo sejam presos políticos e salientou que ocorreu algo semelhante no processo de janeiro de 2025, quando “apenas 40%” (219) dos 553 detidos libertados eram presos políticos, porque os restantes “eram presos comuns”.  

“Neste caso, se o processo era imediato como garantiram, os presos políticos libertados voltam a ser cerca de 40% dos 51. Quase 60% dos 51 seriam presos comuns (29)”, acrescentou.

A ONG argumentou ainda que, entre os alegados 29 presos comuns libertados, “há pelo menos um com um homicídio atrás de si, outros com roubo à força e outros crimes comuns.”

“Estas falsidades contínuas do regime prejudicam as famílias das vítimas na prisão e brincam com as suas vidas e ilusões”, afirmou a ONG, reiterando a sua exigência para a “libertação de todos os presos políticos em Cuba.”

As primeiras divulgações deste processo coincidiram com o anúncio do Executivo cubano de que tinha iniciado um diálogo com representantes da administração dos Estados Unidos da América, embora Havana nunca tenha ligado as duas questões.

Estas libertações não são perdões, mas um benefício que permite ao recluso sair da prisão mesmo que a pena não tenha sido extinta (uma medida condicionada ao cumprimento de certos requisitos durante o tempo restante da pena).

Cuba encerrou fevereiro com 1.214 pessoas detidas por motivos políticos, segundo informou a PD no seu último relatório mensal, o maior registo desde que a organização começou a documentar a situação prisional naquela ilha.

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