
“Estamos a tentar dar algum espaço para respirar entre Israel e o Líbano. Passou muito tempo desde que os dois líderes falaram, cerca de 34 anos. Amanhã acontecerá. Espetacular!”, escreveu na quarta-feira Trump na rede social Truth Social, da qual é proprietário.
Este anúncio, que não especifica quem são os líderes, surge depois de os Governos de ambos os países terem acordado reunir-se novamente para continuar a dialogar sobre um cessar-fogo que interrompa os ataques israelitas contra o Líbano, iniciados após a guerra com o Irão.
Na passada terça-feira, o embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e a homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, mantiveram um encontro de duas horas e meia na presença do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Tommy Pigott assegurou posteriormente que “todas as partes concordaram em iniciar negociações diretas numa data e local mutuamente convencionados”.
As negociações, das quais o grupo xiita Hezbollah foi excluído, constituíram o encontro de mais alto nível entre Israel e o Líbano desde 1993.
Estas conversações ocorrem após seis semanas de confrontos entre o Hezbollah e Israel em território libanês, que causaram mais de 2.000 mortos e mais de um milhão de deslocados devido aos ataques e incursões israelitas, que o Governo de Benjamin Netanyahu justifica pelo lançamento de ‘rockets’ do grupo islamista.
Israel recusou-se a incluir o Líbano na trégua que os Estados Unidos declararam com o Irão na semana passada e continuou com os ataques em território libanês, incluindo esta terça-feira, enquanto decorria a reunião em Washington.
As discrepâncias entre ambas as delegações são profundas, dado que o Governo libanês pede um cessar-fogo imediato que permita um diálogo mais amplo, mas Israel descarta essa possibilidade e exige o desarmamento total do Hezbollah e a criação de uma “zona de segurança” no sul do Líbano que lhe permita controlar a faixa entre a fronteira e o rio Litani.




