
Está instalada a primeira polêmica a poucos dias da Copa do Mundo. Aymen Hussein, atacante da seleção do Iraque, desembarcou nesta sexta-feira nos Estados Unidos para se juntar à delegação de seu país para a Copa do Mundo de 2026, mas acabou… sendo interrogado durante sete horas ao chegar ao aeroporto.
De acordo com o jornalista Romain Molina, do The Guardian, por meio de sua conta na rede social X (antigo Twitter), o centroavante que marcou o gol que levou o Iraque de volta à Copa do Mundo após 40 anos foi retido no Aeroporto O’Hare, em Chicago, e interrogado por sete horas antes de ser liberado.
A mesma fonte informa que nenhuma justificativa foi apresentada para a retenção do jogador iraquiano. Diversos relatos internacionais apontam que tudo teria acontecido por causa de uma… confusão de nomes.
“Passa por interrogatórios de sete horas ao chegar ao território americano como um possível terrorista, mas o que ele poderia fazer? Aymen Hussein é iraquiano, e isso pareceu suficiente para privá-lo de seus direitos. Se não fosse ele, seria outro. Um iraquiano a mais ou a menos, que diferença isso faria para os Estados Unidos?”, escreveu o jornalista em sua conta no X.
Le buteur historique de l’Irak 🇮🇶, Aymen Hussein, a été retenu par les autorités américaines pendant sept heures pour un interrogatoire à son arrivée à l’aéroport de Chicago.
Aucune explication n’a évidemment été donnée par les Etats-Unis – des médias évoquent simplement une… pic.twitter.com/xvKGaxhv3M
— Romain Molina (@Romain_Molina) June 6, 2026
Dia polêmico para os países do Oriente Médio que disputarão a Copa do Mundo de 2026
Esse não foi o único episódio envolvendo seleções do Oriente Médio neste sábado. A questão dos vistos para integrantes da seleção e da delegação do Irã também gerou muita controvérsia às vésperas da Copa do Mundo de 2026.
A televisão iraniana informou que o secretário-geral da federação, Hedayat Mombeini, e o vice-presidente, Mehdi Mohammad Nasbi, estão entre os 15 membros da comissão de apoio e dirigentes que ainda não receberam os vistos dos Estados Unidos para os jogos que a seleção disputará em Los Angeles e Seattle.
A participação do Irã na Copa chegou a ficar ameaçada desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel. Os problemas relacionados à emissão de vistos levaram o país a transferir sua base de preparação de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México.
A televisão iraniana e autoridades norte-americanas confirmaram que os jogadores, a comissão técnica e parte da equipe de apoio já receberam seus vistos. No entanto, 15 integrantes tiveram os pedidos negados. Segundo um dirigente dos Estados Unidos ouvido pela Associated Press, os vistos foram recusados porque teriam sido solicitados “sob falsas alegações”.
O Irã, que está no Grupo G, fará seus dois primeiros jogos da Copa do Mundo em Inglewood, na Califórnia: contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, e contra a Bélgica, seis dias depois. Em seguida, enfrentará o Egito, em 26 de junho, em Seattle. Irã e Estados Unidos poderão se enfrentar na fase de mata-mata caso terminem seus respectivos grupos na segunda colocação.
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