
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, reconheceu nesta segunda-feira, 9, que houve uma melhora no cenário inflacionário desde a decisão da autoridade monetária de interromper o ciclo de alta da Selic e manter a taxa em 15% por um período “bastante prolongado”.
“Existe a necessidade de reconhecer que houve melhora entre o período em que concluímos a alta de juros e agora. Há melhora nas expectativas e na inflação corrente”, afirmou Galípolo durante um evento sobre estabilidade financeira promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC).
Segundo ele, a inflação se comportou melhor do que o esperado em um ambiente de política monetária restritiva, embora a atividade econômica siga demonstrando resiliência. “Temos evidências de um mercado de trabalho apertado”, destacou.
Galípolo acrescentou que a política monetária passou por diferentes fases ao longo do período recente. Inicialmente, houve a elevação dos juros em um contexto no qual as expectativas de inflação “namoravam” o patamar de 6%. Naquele momento, lembrou, a inflação de alimentos chegou a se aproximar de 17%.
A mediana para a Selic no fim de 2028 continuou em 10,00%. Há um mês, estava em 9,88%. Para 2029, a mediana continuou em 9,50% pela 15ª semana seguida
Estadao Conteudo | 10:15 – 09/02/2026



