
A Coligação para a Aquisição Resiliente e o Apoio Unificado (CORPUS, na sigla em inglês) foi criada em Kyiv em 30 de abril por iniciativa ucraniana.
Reúne agora as agências de aquisição de armamento e logística das forças armadas da Ucrânia, Dinamarca, Finlândia, Itália, Noruega, Reino Unido e Suécia.
A CORPUS é uma plataforma de colaboração que combina a experiência ucraniana em aquisição e manutenção em tempo de guerra com os conhecimentos dos restantes parceiros no desenvolvimento de capacidades de defesa, disseram as forças finlandesas num comunicado.
O objetivo é melhorar a transparência e a coordenação na compra de armamento, aumentar a resiliência do sistema de fornecimento e aprofundar a cooperação a longo prazo entre Kyiv e os parceiros europeus.
A coligação está aberta à adesão de novos países membros, desde que adotem o memorando de cooperação assinado em Kyiv e recebam o consentimento unânime dos restantes parceiros, acrescentou a agência de notícias espanhola EFE.
Num comunicado separado, o Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou que a CORPUS “pretende servir de plataforma permanente para reforçar as capacidades de defesa da Ucrânia e dos parceiros”, tornando-se “uma extensa rede de agências de aquisição”.
“Isto permitirá um melhor planeamento das aquisições, ajudará a construir cadeias de abastecimento fiáveis e a identificar pontos fracos”, afirmou o diretor da agência ucraniana de aquisições de defesa, Arsen Zhumadilov, citado no comunicado.
“Permitirá também aos participantes partilhar experiências, soluções e recursos, reforçando-se mutuamente”, acrescentou, segundo a emissora pública finlandesa Yle.
A Ucrânia enfrenta uma invasão russa desde fevereiro de 2022, que tem combatido com o apoio financeiro e em armamento de vários países aliados, em particular europeus.
Após décadas de neutralidade, a Finlândia, em 2023, e a Suécia, em 2024, aderiram à NATO na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia.
Membro da União Europeia desde 1995, a Finlândia, um dos países mais pequenos da Europa, partilha uma fronteira de cerca de 1.340 quilómetros com a Rússia.




