7 março, 2026

EUA dizem ter atacado mais de 3.000 alvos na primeira semana do conflito



A mais recente atualização dos dados revela um aumento significativo do número de alvos atingidos em solo iraniano em comparação com os cerca de 2.000 que as Forças Armadas norte-americanas afirmaram ter atacado com sucesso até quinta-feira, noticiou a agência Efe.

Entre os alvos estão importantes infraestruturas militares, como os quartéis-generais da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e das Forças Aeroespaciais da IRGC, bem como vários centros de comando e controlo.

O Centcom também reportou ataques contra sistemas integrados de defesa aérea, locais de mísseis balísticos, locais de mísseis antinavio e navios e submarinos da Marinha iraniana.

Esta destruição fez com que o volume de ataques iranianos caísse drasticamente desde o início das hostilidades do passado sábado, garantem as forças norte-americanas.

O comandante do Centcom, Brad Cooper, referiu na quinta-feira, em conferência de imprensa ao lado do secretário da Defesa, Pete Hegseth, que os ataques com mísseis iranianos diminuíram 90%, enquanto os ataques com drones caíram 83%.

No relatório, o Centcom aponta ainda que 43 embarcações iranianas foram destruídas ou danificadas.

Entre elas, está um porta-drones “aproximadamente do tamanho de um porta-aviões da Segunda Guerra Mundial”, que foi atacado na quinta-feira.

Os EUA mobilizaram bombardeiros B-2 e B-52, caças furtivos F-35 e drones kamikaze LUCAS no conflito, um sistema que os Estados Unidos construíram com recurso à engenharia de drones iraniana.

O número de mortos na sequência dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão desde sábado subiu para 1.230, segundo a Fundação de Mártires e Assuntos de Veteranos, uma empresa estatal iraniana.

Entre os mortos está o ayatollah Ali Khamenei, que foi morto na primeira vaga de bombardeamentos no sábado.

No Líbano, 217 pessoas foram mortas e outras 798 ficaram feridas em consequência de ataques aéreos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu na quinta-feira que o Irão será devastado por um período de dez anos antes de se poder reconstruir.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, alegadamente motivado pela inflexibilidade do regime político nas negociações sobre o enriquecimento de urânio, no âmbito do programa nuclear, que afirmavam destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

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