5 maio, 2026

Erdogan quer restringir acesso a armas após ataques a escolas na Turquia



Oito crianças de 10 e 11 anos e uma professora foram mortas a 15 de abril, quando um aluno de 14 anos abriu fogo numa escola na região sul de Kahramanmaras, no sul da Turquia.

 

As autoridades adiantaram que o atirador, que morreu durante o tiroteio — embora não se saiba ainda se se suicidou ou disparou acidentalmente sobre si mesmo -, tinha comprado cinco armas de fogo e era filho de um ex-polícia, que foi detido.

Este foi o segundo incidente numa escola em dois dias: no dia anterior, 14 de abril, um adolescente armado com uma espingarda feriu 16 pessoas numa escola técnica que tinha frequentado, na província de Sanliurfa, no sudoeste da Turquia — dez das quais alunos e quatro professores -, antes de se suicidar.

“Vamos adotar novas regras legais para limitar a posse de armas de fogo”, declarou Erdogan, após uma reunião com o Governo.

As sanções serão aumentadas, em particular para proprietários de armas que não as guardem de forma adequada, especialmente quando menores têm acesso a elas.

O chefe de Estado turco anunciou também a intenção de aumentar a vigilância ‘online’, incluindo através do uso de inteligência artificial, e acrescentou que as autoridades vão igualmente prestar atenção a conteúdos televisivos que promovam “a violência e a decadência moral”.

Incidentes com armas de fogo da dimensão dos últimos dois são raros na Turquia, apesar de, segundo estimativas de uma fundação local, circularem milhões de armas ilegais no país.

Adolescente tinha colocado como foto de perfil de Whatsapp uma imagem de Elliot Rodger, estudante universitário que matou seis pessoas perto da Universidade da Califórnia, nos EUA, em 2014.

Tomásia Sousa com Lusa | 08:26 – 16/04/2026



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