
Em comunicado, a Agência de Saúde Pública do Canadá indicou que a medida não se aplica a cidadãos canadianos nem a residentes permanentes, que continuam, no entanto, obrigados a cumprir uma quarentena de 21 dias caso tenham estado na RDCongo, no Uganda ou no Sudão do Sul durante as três semanas anteriores à chegada ao país.
As autoridades canadianas ressalvam que as restrições são adotadas “por precaução”, uma vez que o risco é considerado “baixo” e “não foi identificado até ao momento qualquer caso relacionado com viagens” no Canadá.
Na quinta-feira, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que o surto de Ébola declarado há dois meses na RDCongo, e que evoluiu para epidemia, se está a propagar “mais rapidamente do que todos os surtos anteriores”.
Segundo a OMS, até 15 de julho tinham sido registados 2.124 casos e 828 mortes na RDCongo.
Contudo, o diretor do programa de gestão de emergências sanitárias da organização, Chikwe Ihekweazu, advertiu esta semana que a dimensão poderá ser “duas a quatro vezes” superiores às estimativas oficiais.



