
Em conferência de imprensa no final de uma cimeira dos chefes de Estado e de Governo da UE com os homólogos dos Balcãs Ocidentais, Ursula von der Leyen considerou que a carta escrita pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ao homólogo russo, Vladimir Putin, mostra que “ninguém quer mais a paz do que o povo e o Presidente da Ucrânia”.
“E tem o nosso apoio total”, referiu.
Por sua vez, António Costa frisou que, desde o dia da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, a UE tem procurado ajudar a Ucrânia a chegar a uma “paz justa e duradoura”, designadamente através da pressão à Rússia.
“E, claro, ao apoiar a Ucrânia nos seus esforços para negociações de paz. A nossa posição mantém-se: apoiar a Ucrânia e, ao mesmo tempo, olhar para o seu futuro na UE”, afirmou, saudando o anúncio, esta semana, do primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, a levantar o veto do país à abertura do primeiro capítulo do processo de adesão da Ucrânia ao bloco.
“É uma grande notícia. Como o primeiro-ministro Magyar disse, podemos presumir que, daqui a três semanas, será possível desbloquear o processo de adesão. Por isso, são muito boas notícias”, disse.
Na quinta-feira, Zelensky propôs, numa carta aberta, um encontro direto com Putin, sugerindo também um “cessar-fogo total” enquanto decorrerem negociações para pôr fim à guerra.
“A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra através de um contacto direto entre nós. Proponho um encontro”, escreveu Zelensky na carta dirigida “ao Presidente da Federação Russa”.
“Proponho definir uma data clara para esse encontro”, escreveu.
Zelensky acrescentou que a Ucrânia está “pronta para um cessar-fogo total durante o período de negociações”, nas quais considera que a Europa e os Estados Unidos devem também participar.



