16 abril, 2026

Costa defende reforço da cooperação da UE com países do Golfo Pérsico



“Queremos aprofundar e reforçar a nossa cooperação”, referiu Costa, numa conferência de impressa que encerrou a visita de dois dias, acrescentando ter sido também esta a mensagem que recebeu dos líderes com quem se encontrou.

 

Nas mesmas declarações, o antigo primeiro-ministro português salientou que “a União Europeia (UE) é um parceiro fiável e previsível para o Golfo”, destacando que o bloco europeu quer “apoiar a estabilidade e a segurança da região”.

Agradeceu ainda “o empenho” dos parceiros do Golfo “em garantir a segurança dos muitos cidadãos europeus que vivem na região”.

Na terça-feira, Costa reuniu-se com o Presidente dos EAU, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, em Abu Dhabi, de onde seguiu para a Arábia Saudita, para um encontro com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman na cidade de Jeddha.

Hoje, o líder do Conselho Europeu encontrou-se com o emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani.

A agenda do périplo de Costa no Golfo Pérsico foi dominada pelo conflito desencadeado pelos Estados Unidos e Israel no Irão, a 28 de fevereiro, e as consequências no Médio Oriente, tendo o líder do Conselho Europeu apelado ao restabelecimento da navegação no Estreito de Ormuz, reiterando o empenho europeu, nomeadamente com a coligação liderada por França e Reino Unido.

António Costa referiu-se também ao grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, considerando que as negociações, iniciadas na terça-feira, em Washington, entre Israel e o Líbano devem continuar e dar resultados, “para bem das pessoas e para o prospeto de paz”.

O Líbano foi arrastado para a guerra atual no Médio Oriente pelo Hezbollah, que atacou o norte de Israel em 02 de março, em solidariedade com Teerão.

Israel considerou os ataques do Hezbollah como uma violação do cessar-fogo de novembro de 2024, que tinha interrompido a guerra que estava em curso no sul do Líbano desde outubro de 2023.

Enquanto os Estados Unidos estão a negociar um acordo de paz com o Irão sob mediação do Paquistão, Israel separou o conflito no Líbano, com cujas autoridades está a negociar o fim das hostilidades com patrocínio norte-americano.

Delegações dos Estados Unidos e do Irão interromperam no domingo as conversações acolhidas pelo Paquistão sem conseguirem um acordo que permitisse pôr fim à guerra em curso no Médio Oriente.

As duas partes concordaram com um cessar-fogo de duas semanas para permitir as conversações.

O aumento do custo da energia é um dos impactos mais diretos e severos da guerra no Irão.

O conflito no Médio Oriente causou uma subida de 27% no preço do petróleo, enquanto os preços do gás dispararam 50%.

error: