
Esta mobilização ocorreu “nos últimos dias”, disse Joseph Wu na rede social X, acusando a China de “sabotar” o ‘statuo quo’ e “ameaçar” a paz e a estabilidade em toda a região.
Na recente visita do presidente dos Estados Unidos à China, o Presidente norte-americano, Donald Trump, disse ter falado muito com o homólogo chinês, Xi Jinping, sobre Taiwan, uma questão ultrassensível nas relações sino-americanas.
Em entrevista à Fox News, Trump disse que não está a incentivar Taiwan a procurar a independência da China, garantindo que não deseja uma guerra com Pequim por causa deste tema.
“Não quero que ninguém se torne independente. E sabe que mais? Será que vamos viajar 15.300 quilómetros para travar uma guerra? Não quero isso”, sublinhou.
Segundo a China, os Estados Unidos compreendem a posição de Pequim e rejeitam a independência de Taiwan. Para o país, a questão de Taiwan é “a questão mais importante nas relações China-EUA”.
Há mais de sete décadas que os Estados Unidos são um ator central no contexto das disputas entre as Pequim e Taipé, sendo que Washington está legalmente comprometida a fornecer a Taiwan os meios necessários para a sua autodefesa e, embora não mantenha laços diplomáticos com a ilha, poderia defendê-la em caso de conflito com a China.
Pequim considera Taiwan uma província rebelde e uma “parte inalienável” do território chinês, pelo que não descarta o uso da força para assumir o controlo, algo que o Governo taiwanês condena veementemente.
O ‘statu quo’ referido pela diplomacia de Taiwan refere-se à manutenção da situação atual, em que Pequim se opõe a quaisquer contactos oficiais com Taipé, embora aceite a participação da ilha em determinadas organizações e eventos com a designação Taipé-China.
As tensões relativas a Taiwan também têm minado a relação entre a China e Japão, sobretudo desde novembro do ano passado, quando a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, disse no parlamento que um ataque chinês a Taiwan poderia constituir uma ameaça à sobrevivência do Japão e justificar a intervenção do exército japonês.
Os comentários irritaram as autoridades chinesas, que reagiram aconselhando os seus cidadãos a evitar viagens para o arquipélago, juntamente com outras represálias económicas e culturais.
Hoje, o ministro do Comércio japonês, Ryosei Akazawa, disse que teve uma breve conversa com o seu homólogo chinês, Wang Wentao, à margem de uma cimeira regional na China.
Akazawa confirmou em conferência de imprensa que iniciou uma “breve conversa informal” com Wang antes do jantar de sexta-feira organizado no âmbito do fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), realizado na cidade de Suzhou, no leste da China.
Contudo, recusou comentar os detalhes da conversa.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Iawo Horii, que também participa no fórum, afirmou ter-se reunido separadamente com Wang e ter-lhe pedido que garantisse a segurança dos cidadãos japoneses na China, segundo a agência de notícias Kyodo.
O pedido surge dias depois de um ataque com uma faca num restaurante japonês em Xangai, no qual dois homens japoneses e uma mulher chinesa ficaram feridos. As autoridades chinesas indicaram que o agressor tinha uma perturbação mental e consideraram se tratou de um incidente isolado.
[Notícia atualizada às 11h21]



