
Em conferência de imprensa, o porta-voz da diplomacia chinesa Lin Jian afirmou que Taiwan constitui o núcleo dos interesses fundamentais da China e a base política das relações entre Pequim e Washington.
“É uma obrigação internacional que a parte norte-americana deve cumprir”, acrescentou o porta-voz, sublinhando que, para manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan, “é necessário opor-se claramente à independência” da ilha.
Estas declarações surgem dois dias após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter adiantado que Taiwan “será tema de conversa” no encontro entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e o homólogo norte-americano, Donald Trump, marcado para 14 e 15 de maio, segundo a Casa Branca.
“Entendemos que os chineses compreendem a nossa posição sobre esta questão, nós compreendemos a deles. E acredito que ambas as partes — sem antecipar o que acontecerá nas conversas — entendem que nenhum dos lados deseja que ocorra algum acontecimento desestabilizador naquela região do mundo”, afirmou Rubio.
A China considera Taiwan, autogovernada desde 1949, como parte inalienável do seu território e tem advertido repetidamente que não renunciará ao uso da força para assumir o seu controlo.




