23 março, 2026

Cerca de 200 alegados terroristas libertados no Mali (após acordo)



Desde setembro de 2025, membros do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), filiados na Al-Qaida, têm atacado camiões-cisterna no Mali, chegando mesmo, no auge da crise, em outubro, a paralisar completamente a economia na capital, Bamaco.

Após vários meses de acalmia, no início do mês de março, os habitantes de Bamaco foram novamente confrontados com uma escassez de gasóleo, cujas reservas serviam para alimentar prioritariamente as centrais térmicas.

No entanto, na semana passada, foi concluído um acordo entre o Governo e os rebeldes – pouco antes da festa que assinala o fim do Ramadão – para que os ataques terminassem. 

No âmbito do acordo, foram libertados “198 jovens”, segundo uma fonte de segurança maliana citada pela AFP.

A trégua deverá permanecer em vigor até à grande festa muçulmana de Tabaski, que terá lugar no final de maio.

Todavia, dois jovens libertados “morreram na noite de domingo para segunda-feira [hoje]”, declarou hoje à AFP o representante de uma associação.

“Eles estavam, tal como outros sete jovens, muito doentes” ao saírem da prisão, indicou.

Desde 2012, este país do Sahel enfrenta uma profunda crise de segurança, alimentada nomeadamente pela violência de grupos filiados na Al-Qaida e no Estado Islâmico (EI).

error: