O proprietário de um comércio de motocicletas, localizado nas proximidades da T-23, apresentou-se espontaneamente na sede da UNISP em Ji-Paraná na manhã desta terça-feira (20). Acompanhado de seu advogado, o empresário buscou as autoridades para prestar esclarecimentos sobre o violento tiroteio registrado no último domingo (18), que resultou em uma tragédia que chocou a cidade: uma criança foi atingida na região da cabeça por duas balas perdidas. Durante a apresentação formal, o comerciante entregou uma pistola calibre 9 mm, que agora passará por perícia técnica.
A investigação, no entanto, aponta para uma dinâmica ainda mais complexa no local do crime. Embora o empresário tenha entregue uma arma de 9 mm, as cápsulas deflagradas recolhidas pelos peritos logo após o confronto seriam de calibre .40. Essa divergência técnica sugere fortemente a participação de uma segunda arma e, consequentemente, de outros envolvidos no tiroteio. O caso está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios, liderada pelo delegado titular, que trabalha para cruzar os dados balísticos e entender quem efetuou os disparos que vitimaram a criança.
Uma das principais linhas de investigação busca confirmar se o empresário foi, na verdade, vítima de uma tentativa de homicídio, o que teria desencadeado o revide e o subsequente fogo cruzado em via pública. A Polícia Civil destaca que todas as informações ainda possuem caráter preliminar e que o depoimento do comerciante será confrontado com relatos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança. Enquanto o município aguarda por respostas, o episódio mantém a comunidade em estado de comoção, aguardando atualizações sobre o estado de saúde da pequena vítima e o desfecho jurídico dos responsáveis.




