27 fevereiro, 2026
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Cão Orelha: Autópsia não diz causa da morte, mas não descarta violência



A Polícia Científica de Santa Catarina, no Brasil, concluiu a autópsia após a exumação do corpo do cão Orelha (a 11 de fevereiro), não tendo identificado a causa de morte do animal comunitário agredido na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro deste ano. 

Segundo o documento, a que a NSC TV teve acesso, foi descartada qualquer fratura no esqueleto do animal, mas é referido que isso “não deve ser interpretado como ausência de trauma cranioencefálico ou mesmo noutras partes do corpo”.

A análise dos restos mortais não permitiu afirmar qual terá sido a causa da morte e, segundo o documento citado pelo mesmo meio, a ausência de fraturas não implica ausência de ação contundente contra a cabeça do cão. Recorde-se que a Polícia Civil apontava que a morte de Orelha teria sido causada por um golpe na cabeça com um objeto contundente e sem ponta.

O texto descreve ainda que a maioria dos traumas cranianos não apresenta fraturas, mas pode levar à morte dos animais na mesma. Ressalva também, no entanto, que os peritos experienciaram limitações à realização da análise, nomeadamente o facto de este já estar em fase de decomposição avançada, o que comprometeu a observação dos tecidos moles.

A análise técnica também serviu para desmentir informações falsas que circulavam nas redes sociais, como a hipótese de um prego ter sido cravado na cabeça do animal – deixaria uma fratura circular característica no crânio, que não foi encontrada.

A coluna vertebral apresentou também alterações comuns “em animais idosos e que nada se relaciona com eventual trauma recente”. 

O cão foi exumado este mês por determinação do Ministério Público de Santa Catarina no âmbito da investigação sobre a morte do animal, que se encontra em segredo de Justiça por envolver adolescentes.

A defesa dos adolescentes sustenta que a ausência de fraturas comprova a inocência dos jovens.

Recorde-se que Orelha era um cão comunitário que vivia na Praia Brava, local que conta com três casinhas destinadas aos cães que se tornaram mascotes daquele região. Quatro adolescentes são suspeitos de agredir brutalmente o animal, que foi encontrado ferido por populares, tendo sido levado para uma clínica veterinária e morrido no dia seguinte.

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