
O acordo foi anunciado ao princípio da noite nas televisões, por dirigentes de vários partidos.
A coligação vai reunir sete partidos de esquerda e direita.
O principal é o Movimento Reformador (MR).
A Bélgica, que optou pelo sistema proporcional, é governada por coligações em todos os níveis do Estado (central, regional e local) e costuma ter negociações políticas muito prolongadas.
Mas o impasse na região Bruxelas-Capital foi de uma duração recorde, além dos 541 dias em que o país esteve sem governo federal, em 2010-2011.
A situação política em Bruxelas bloqueou depois das eleições de junho de 2024, em que a fragmentação partidária se acentuou e levou 14 partidos ao parlamento regional.
O acordo final foi alcançado ao fim de três dias de negociações entre o MR e o Partido Socialista, as duas principais formações de Bruxelas, que têm a maioria dos 72 deputados regionais francófonos.
No parlamento, de 89 lugares, há também 17 reservados a eleitos neerlandeses, de onde saiu uma coligação com quatro partidos.
Desde o final de 2025 que um coletivo de cidadãos organizava várias manifestações para denunciar a “cobardia” dos políticos de Bruxelas, e o abandono, por falta de dinheiro, dos operadores do mundo associativo social e cultural



