10 junho, 2026

Autoridades arménias impedem líder de partido da oposição de sair do país



Imagens de Tsarukian, cujo partido político solicitou uma recontagem dos votos nas eleições legislativas de domingo esperando demonstrar que ultrapassou o limiar necessário para ter assento parlamentar, circularam nos canais arménios da plataforma digital Telegram, enquanto o magnata aguardava na fila do aeroporto de Zvartnots.

Segundo a comunicação social arménia, foi aberto um processo criminal contra Tsarukyan por evasão fiscal.

A porta-voz do político, Iveta Tonyan, afirmou na rede social Facebook que Tsarukyan queria viajar por motivos pessoais e tencionava ausentar-se do país apenas por dois ou três dias.

De acordo com os resultados oficiais preliminares divulgados na segunda-feira pela Comissão Eleitoral Central, o partido pró-europeu Contrato Civil, do primeiro-ministro Nikol Pashinyan, obteve 49,82% dos votos, contra 23,28% do principal partido da oposição, Arménia Forte, liderado pelo empresário russo-arménio Samvel Karapetyan.

A Aliança Arménia, do ex-presidente Robert Kocharyan (1998-2008), obteve 9,94% dos votos, ao passo que o partido Arménia Próspera, de Tsarukyan, ao qual foram inicialmente atribuídos 4,1% dos votos, solicitou à Comissão Eleitoral uma recontagem, na esperança de provar que atingiu o mínimo de 4% necessários para ter representação no parlamento.

Os resultados preliminares permitem ao partido no poder formar um Governo sozinho, mas não lhe garantem a maioria constitucional necessária para aplicar algumas das reformas que pretende adotar.

Pashinyan voltou hoje a acusar os adversários do Governo de cometerem fraude e afirmou que todos os envolvidos na alegada compra de votos responderão perante a justiça.

Entretanto, a Comissão de Instrução arménia anunciou a detenção de dois candidatos a deputados do Arménia Forte por alegada compra de votos e branqueamento de capitais em grande escala.

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