
A medida da Administração dos Estados Unidos foi considerada na Síria como um “passo significativo” nas relações bilaterais e um fator-chave para impulsionar a recuperação económica do país.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria saudou o anúncio feito por Washington na noite de quarta-feira, após um encontro em Ancara entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o homólogo sírio, em funções, Ahmed al-Sharaa.
Segundo o comunicado, o início do processo para revogar a designação — em vigor desde 1979 — marca o começo de uma nova fase nas relações entre os dois países, “fundamentada no diálogo”, no respeito mútuo e em interesses partilhados.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros sustentou que a mudança de classificação, juntamente com o levantamento das sanções norte-americanas, promove a recuperação económica da Síria, facilita a “reconstrução nacional”, ajuda a atrair comércio e investimento e reforça a estabilidade regional.
Damasco expressou ainda empenho em continuar a cooperação “construtiva” com os Estados Unidos para reforçar os laços bilaterais e promover a paz, o desenvolvimento e a prosperidade.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, em funções, Asaad al-Shaibani, afirmou numa publicação difundida pelas redes sociais que, “agindo sob as diretrizes do Presidente al-Sharaa”, a Síria encerrou “um capítulo sombrio”.
O chefe da diplomacia síria expressou gratidão ao Presidente norte-americano, Donald Trump, ao Secretário de Estado, Marco Rubio, ao embaixador dos Estados Unidos, Tom Barrack, “e a todos aqueles que apoiaram a decisão”.
O Presidente al-Sharaa afirmou que o povo sírio saúda tanto o levantamento das sanções como o progresso no sentido da remoção da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, e manifestou apreço pelo apoio prestado pela Turquia e pelos Estados do Golfo ao longo do processo.
Os Estados Unidos anunciaram, na quarta-feira, o início formal do processo para retirar a Síria da lista, depois de Trump ter notificado o Congresso sobre a intenção de revogar a designação.
A legislação norte-americana exige agora um período de 45 dias para análise no Congresso antes que a decisão possa entrar em vigor.
Washington justificou a medida citando as mudanças na Síria desde a queda do regime de Bashar al-Assad em 2024, as ações de contraterrorismo empreendidas pelo governo de Al-Sharaa e as garantias oferecidas por Damasco de que não apoiaria atos de terrorismo internacional.
A Síria foi incluída na lista norte-americana de Estados patrocinadores do terrorismo em 1979.



