
Em conferência de imprensa realizada em Berlim, após um encontro com o chanceler alemão, Friedrich Merz, na véspera da cimeira da NATO marcada para a próxima semana em Ancara, Mark Rutte sublinhou que “o fluxo de apoio fundamental dos Estados Unidos à Ucrânia continua”, sendo financiado pelos aliados europeus e pelo Canadá.
Rutte defendeu, como justo, que os aliados europeus e o Canadá adquiram equipamento militar aos EUA para o fornecer às forças ucranianas.
O líder da Aliança Atlântica referiu a Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia (PURL), uma iniciativa da NATO destinada a facilitar a aquisição de armamento norte-americano pelos países europeus e pelo Canadá para reforçar a capacidade militar ucraniana.
Para Rutte, é legítimo que os aliados recorram à indústria de defesa norte-americana porque “só os Estados Unidos podem produzir armamento em grande escala”, apontando como exemplo os intercetores dos sistemas antimísseis Patriot, utilizados para proteger infraestruturas críticas, instalações energéticas e centros urbanos na Ucrânia.
“O apoio europeu à Ucrânia é maciço, tanto em financiamento como em produção industrial de defesa”, afirmou Rutte, reiterando, contudo, que o contributo norte-americano “permanece indispensável” para o esforço de defesa de Kiev.
O secretário-geral da NATO defendeu ainda a necessidade de manter a pressão sobre a Rússia, depois de um encontro em que participou também o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius.
“Mesmo quando a guerra contra a Ucrânia terminar, a Rússia vai continuar a ser uma ameaça a longo prazo à segurança euro-atlântica. O ambiente de segurança global é complexo e volátil”, afirmou Rutte, apontando como exemplo as atuais ameaças a tentativa do Irão de “manter a economia mundial refém” através do bloqueio do estreito de Ormuz.



