
A polícia israelita divulgou a morte de um homem de 30 anos num tiroteio na madrugada de hoje na cidade de Yafia, de maioria palestiniana, perto de Nazaré (norte), marcando o sexto homicídio na comunidade árabe israelita em pouco mais de 24 horas.
“Os agentes responderam à chamada, iniciaram as buscas na área por suspeitos do tiroteio e abriram uma investigação sobre as circunstâncias do incidente. Estão a investigar se o incidente foi um crime e a analisar as circunstâncias”, disse a polícia num comunicado.
Os meios de comunicação israelitas identificaram a vítima como Adnan Rihani, de 30 anos, que foi baleado enquanto estava no carro. Os serviços de emergência confirmaram a morte de Rihani no local.
Horas antes, o serviço de emergência Estrela Vermelha de David informou que outro homem de 50 anos tinha ficado gravemente ferido num tiroteio na noite de domingo na cidade de Bartaa, no centro do país.
Estes dois incidentes juntam-se às outras cinco mortes ocorridas no domingo em tiroteios e atentados com carros-bomba em várias partes de Israel, atribuídas pela imprensa israelita a ajustes de contas entre gangues e disputas familiares.
De acordo com dados da organização Abraham Initiatives, o tiroteio em Yafia eleva o número de mortes na comunidade árabe israelita para pelo menos 142 este ano, em comparação com as 120 registadas no mesmo período de 2015, que acabou por ser o ano mais letal da história, com 252 cidadãos árabes mortos.
O jornal Haaretz citou um alto responsável da polícia que descreveu a situação como um “colapso total do sistema” e atribuiu a maior parte da responsabilidade ao ministro da Segurança Nacional israelita, o extremista de direita e antiárabe Itamar Ben-Gvir, e ao próprio comissário da polícia, Daniel Levy.
“O pior é que já ninguém na polícia ou no sistema se preocupa”, afirmou a fonte, lamentando que “o comissário desapareceu, ninguém na polícia pensa sequer em demitir-se, e a procuradora-geral (…) não está a tomar uma posição firme. As ruas estão em chamas, mas não há nenhum esforço especial, e essa é a pior parte: a indiferença”, declarou a mesma fonte.



