
“Precisamos deixar as emoções de lado”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, frisando que ambos os países precisam um do outro e que o seu país está comprometido em estabelecer uma “parceria equitativa, honesta e mutuamente benéfica”.
Declarações recentes do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, propunham superar uma relação que tem “traumas do passado” e reconheceu que a cooperação é o melhor caminho a seguir.
Sybiha afirmou que a Ucrânia precisa da Polónia para a integração na União Europeia, mas também declarou ser “evidente” que a segurança do país depende do sucesso do esforço de guerra contra a Rússia.
O chefe da diplomacia ucraniana afirmou que questões relativas à memória histórica devem ser deixadas para historiadores e especialistas, evitando assim qualquer “politização” ou “emoções e pressões políticas” que não beneficiem as relações bilaterais.
Sybiha também acrescentou que a Ucrânia “não se deve envolver” em assuntos políticos internos, lembrando como a “retórica anti-ucraniana” prejudicou as relações com a Hungria de Viktor Orbán, dizendo ser “um caminho sem saída”.



