
Em uma mensagem publicada nas redes sociais na quarta-feira, Lula informou que orientou o Ministério das Relações Exteriores, em conjunto com a embaixada brasileira em Caracas, a avaliar a situação na Venezuela e as possíveis ações de ajuda que o Brasil poderia adotar.
O chefe de Estado também reafirmou a disposição do país em apoiar o governo da presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez na recuperação das áreas afetadas.
A reação do presidente brasileiro ocorreu depois que Delcy Rodríguez declarou estado de emergência, após dois terremotos de magnitude 7,5 e 7,2 atingirem a região central do país, causando danos materiais que ainda estão sendo avaliados.
Rodríguez anunciou, na quarta-feira, o fechamento do Aeroporto Internacional de Maiquetía, que atende Caracas, e suspendeu as aulas em todo o país por vários dias.
Em pronunciamento transmitido pela televisão, Rodríguez afirmou que o aeroporto, que possui conexões com Portugal operadas pela companhia aérea portuguesa TAP, sofreu “graves danos em sua infraestrutura”. Ela acrescentou que os serviços de metrô e trem também foram suspensos.
A presidente também cancelou todas as atividades que não sejam consideradas “serviços essenciais” e informou que houve interrupções nos serviços de energia elétrica e abastecimento de água. Nos edifícios danificados, o fornecimento de gás natural foi interrompido.
“Pedimos à nossa população que mantenha a calma”, disse a chefe de Estado. “Pedimos união”, acrescentou.
A presidente agradeceu ao Brasil, Estados Unidos, Panamá, Catar, Cuba, Nicarágua, Turquia, Jordânia, Barbados, Curaçao, Colômbia, Reino Unido e México, que “entraram em contato com a Venezuela para oferecer solidariedade e apoio”.
Rodríguez também agradeceu à ONU e a organizações financeiras multilaterais, sem especificar quais, que “já entraram em contato com o governo venezuelano por diversos canais para expressar sua solidariedade”.
Nas últimas horas, Bolívia, El Salvador, Peru e Chile também manifestaram solidariedade ao país.
Até o momento, não há registro oficial de feridos ou mortos, embora a Venezuela já tenha registrado 20 réplicas dos terremotos.
No estado de Falcón, no noroeste do país, o governador Victor Clark informou que 32 pessoas foram hospitalizadas e que, mais de quatro horas após o terremoto, ainda havia 15 pessoas presas sob os escombros.
O prefeito de Chacao, na região metropolitana de Caracas, Gustavo Duque, relatou possíveis mortes no município.
Prédios em Manaus, Belém e Macapá, na Amazônia brasileira, foram evacuados, segundo informações da emissora TV Globo.
Os tremores também foram sentidos em regiões do Caribe e no nordeste da Colômbia, mas não houve registro de danos ou feridos.
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