
O maquinista que morreu na sequência de uma colisão de dois comboios de passageiros em Bedford, no Reino Unido, passou um sinal vermelho antes do acidente.
A informação é avançada pelo Departamento de Investigação de Acidentes Ferroviários (Rail Accident Investigation Branch, RAIB) em comunicado emitido esta quarta-feira.
As conclusões são de um relatório que as autoridades estão a fazer ao acidente, que, na semana passada, deixou 162 pessoas feridas, 102 das quais precisaram de tratamento hospitalar, de acordo com o que foi apurado pela relatório.
“Até ao momento, 53 pessoas continuam hospitalizadas, entre as quais oito estão em estado crítico”, lê-se na nota. Ambos os comboios ficaram com “danos significativos”, tendo os veículos descarrilado parcialmente.
De acordo com o que refere a mesma nota do RAIB, imagens de videovigilância captadas no comboio em que seguia o maquinista Shaun Burton, a única vítima mortal, mostram um sinal próximo do acidente que “exibia a cor vermelha à medida que o comboio se aproximava e, em seguida, passava por ele”.
As primeiras perícias indicam, no entanto, que “ainda não é possível dizer qual a indicação que o maquinista recebeu” do equipamento do sistema de aviso automático (AWS) instalado no comboio. Quando colidiu com o outro comboio, o veículo no qual Burton, de 60 anos, seguia, estava a 79 km/h. De acordo com o RAIB, os travões foram ativados 9 segundos antes, quando o comboio seguia a 127 km/h.
Will Rogers, diretor da empresa East Midlands Railway, responsável pelos caminhos-de-ferro, emitiu também um comunicado esta quarta-feira, lamentando que o acidente tenha acontecido e que Burton tenha morrido. Reconhecendo que o acidente foi “extremamente grave”, Rogers garantiu que a empresa iria fazer de tudo para que um acidente semelhante – ou outro – não voltasse a acontecer.
“Dada a complexidade das questões em análise, é importante permitir que a investigação independente chegue às suas conclusões. Como a investigação ainda está em curso, seria inadequado comentar descobertas específicas ou especular sobre as circunstâncias do acidente antes que todas as evidências tenham sido examinadas”, escreveu ainda na nota.
A Sky News adianta ainda que não há nenhum prazo para que a investigação termine.



