
“Até ao momento, os nossos planos para a reunião não se alteraram”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei.
“No que diz respeito à assinatura do memorando de entendimento, uma das ideias é que esta seja efetuada pelos Presidentes de ambos os países, o que está atualmente a ser analisado”, acrescentou.
Até então, o Irão tinha afirmado que o texto seria assinado pelo principal negociador e presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance.
Uma cerimónia de assinatura com os dois chefes de Estado, Donald Trump e Masoud Pezeshkian, representaria um passo importante para os dois países, cujas relações diplomáticas foram interrompidas em 1980 devido à crise dos reféns na Embaixada dos EUA em Teerão.
Pezeshkian assumiu a presidência com a promessa de procurar melhorar as relações com o Ocidente.
No entanto, o responsável tem estado à margem das negociações há meses, na sequência do massacre de manifestantes pelo Irão em janeiro e da guerra, à medida que os líderes mais conservadores foram ganhando destaque e o controlo das negociações da República Islâmica.
No domingo, o Paquistão anunciou um memorando de entendimento entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra aberta no Médio Oriente, provocada pela ofensiva israelo-norte-americana em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.
O memorando deverá ser assinado na sexta-feira num ‘resort’ de luxo nas margens do lago Lucerna, na Suíça.



