8 junho, 2026

Xi insta Kim Jong-un a reforçar intercâmbios diplomáticos e militares



“O Partido e o Governo da China não alterarão a sua posição firme de atribuir grande importância à amizade tradicional com a Coreia do Norte, o seu firme apoio à liderança de Kim Jong-un na causa socialista norte-coreana, nem a sua firme determinação de salvaguardar os interesses comuns de ambas as partes e um ambiente estratégico favorável”, afirmou Xi durante um encontro em Pyongyang, citado pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua.

O líder chinês apresentou quatro propostas para desenvolver as relações bilaterais, começando pela manutenção dos intercâmbios de alto nível e pela consolidação da confiança política, através do reforço dos contactos em diplomacia, aplicação da lei e assuntos militares, bem como dos laços entre os partidos no poder.

Xi defendeu também o aprofundamento da cooperação em áreas como comércio, agricultura, construção, ciência e tecnologia, cuidados de saúde e medicina, apelando ao aproveitamento da reabertura total das passagens fronteiriças e da retoma dos voos civis e dos comboios internacionais de passageiros.

Pediu também o reforço dos laços entre os povos através da cooperação em educação, cultura, desporto e outros domínios.

Como quarto eixo, Xi defendeu uma maior coordenação estratégica sob o princípio da “equidade e justiça”, conceito através do qual Pequim procura promover uma governação internacional “mais justa e equitativa”.

Kim considerou que a escolha de Pyongyang por Xi para a sua primeira deslocação ao estrangeiro deste ano demonstra a importância atribuída à relação bilateral e constitui um “enorme estímulo” para a Coreia do Norte, segundo a Xinhua.

A informação divulgada pela Xinhua sobre a reunião não mencionou a desnuclearização da Coreia do Norte, apesar de a Casa Branca ter assegurado, após a recente cimeira entre Xi e o Presidente norte-americano, Donald Trump, que ambos partilhavam esse objetivo.

O encontro entre Kim e Xi realizou-se durante a primeira visita deste último à Coreia do Norte em sete anos, uma deslocação de Estado de dois dias encarada como uma tentativa de Pequim reafirmar a sua influência sobre Pyongyang.

Xi procura assim revitalizar uma relação que, apesar da aliança histórica entre os dois países, atravessou períodos de arrefecimento na última década devido aos ensaios nucleares norte-coreanos e ao reforço dos laços da China com a Coreia do Sul e da Coreia do Norte com a Rússia.

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