4 junho, 2026

“Nenhuma censura pode apagar o passado” de Tiananmen, diz Rubio



“Aqueles que se sacrificaram para defender os seus direitos inalienáveis ??à liberdade de expressão e de reunião pacífica serão um dia vingados”, afirmou Rubio em comunicado.

“Lembramo-nos deles e honramos o seu legado”, acrescentou.

Esta quinta-feira, cumprem-se 37 anos desde que o exército chinês avançou com tanques para dispersar os protestos pacíficos liderados por estudantes, que pediam reformas democráticas para o país, causando um número de mortos que ainda hoje é objeto de discussão. Algumas estimativas chegam às dez mil vítimas, embora Pequim defenda que a repressão dos “tumultos contra revolucionários” tenha levado à morte de duas centenas de civis.

Durante três décadas, Hong Kong e Macau foram os únicos locais em solo chinês onde o movimento de repressão foi lembrado de forma pacífica, com vigílias anuais que, no caso da ex-colónia britânica, reuniam dezenas de milhares de cidadãos.

Em Hong Kong, o grupo que organizava a vigília, a Aliança de Hong Kong em Apoio aos Movimentos Democráticos Patrióticos da China, dissolveu-se em agosto de 2021, invocando um ambiente político cada vez mais restritivo, na sequência da aplicação da lei de segurança nacional, imposta por Pequim no ano anterior.

Neste novo contexto, grupos pró-Pequim ocuparam o mesmo espaço para realizar eventos que, dizem, celebram a diversidade da cidade.

A Polícia de Segurança Pública de Macau disse à Lusa na terça-feira não ter sido notificada sobre a organização de reuniões ou manifestações para esta quinta-feira.

A homenagem norte-americana de hoje, que certamente irritará Pequim, acontece poucos dias depois da visita do Presidente Donald Trump à China, onde se encontrou com o homólogo Xi Jinping.

Apesar das suas divergências, as duas grandes potências defendem a “estabilidade estratégica” entre si.

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