
“Com o tempo, será um pesadelo para Israel”, advertiu o senador Lindsey Graham, considerado um dos aliados mais próximos do Presidente Donald Trump, artífice do acordo.
O senador, mais concretamente, adverte que o acordo parece ser a consequência da incapacidade de proteger o estreito de Ormuz do “terrorismo iraniano”.
“O Irão continua a ter a capacidade de destruir infraestruturas petrolíferas importantes no Golfo”, pelo que “o Irão será visto como a força dominante”, acrescentou.
Para Graham, a “combinação de um Irão” capaz de “aterrorizar o estreito perpetuamente e a capacidade de infligir danos à infraestrutura petrolífera” é uma “reviravolta drástica no equilíbrio de poder na região e, com o tempo, será um pesadelo para Israel”.
Por seu lado, o senador Roger Wicker, também republicano, alertou que “o cessar-fogo de 60 dias” de que se fala, e que acredita “que o Irão não cumprirá de boa-fé”, vai “ser um desastre”.
“Tudo o que foi conseguido na operação ‘Fúria Épica’ terá sido em vão”, lamentou, referindo-se ao nome oficial da ofensiva militar norte-americana e israelita contra o Irão, lançada em 28 de fevereiro.
Para Roger Wicker, o resultado das negociações “definirá” o legado de Trump, instando o líder norte-americano a “concluir o que começou”.
“O seu instinto tem sido terminar o trabalho que começou no Irão, mas está a ser mal aconselhado a chegar a um acordo que não vale nem o papel em que está escrito”, disse Wicker, na sexta-feira, antes de alertar que o acordo com o regime islâmico do Irão “pode ser visto como uma fraqueza”.
O Irão impôs restrições à passagem de navios e petroleiros no estreito de Ormuz desde os primeiros dias dos ataques de Israel e EUA, que começaram em 28 de fevereiro, fazendo com que os preços do petróleo bruto continuem a ultrapassar os 100 dólares.
Os Estados Unidos, por sua vez, responderam com um bloqueio naval aos portos e navios iranianos desde 13 de abril para pressionar o país a assinar um acordo de paz.



