18 maio, 2026

Israel interceta nova flotilha ao largo do Chipre



“Os navios militares estão a intercetar a nossa flotilha e as forças israelitas estão a abordar o primeiro dos nossos barcos”, avançou a flotilha ‘Global Sumud’ numa mensagem publicada nas redes sociais.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel já tinha afirmado, esta manhã, que não ia permitir qualquer violação do bloqueio naval legal imposto a Gaza.

“Israel convoca todos os participantes desta provocação a mudarem de rumo e a regressarem imediatamente”, avisou o ministério nas redes sociais.

Esta é a terceira vez num ano que ativistas de vários países se juntam para tentar romper o bloqueio israelita imposto a Gaza e levar ajuda humanitária à região devastada pela guerra.

Gaza enfrenta grave escassez de alimentos, água, medicamentos, entre outros bens, desde o início do conflito entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas, em outubro de 2023.

As autoridades israelitas rejeitam as acusações de falta de ajuda, alegando que Gaza está “inundada” com ela.

Cerca de 50 embarcações partiram do sudoeste da Turquia a 14 de maio no âmbito desta flotilha.

As forças israelitas já tinham intercetado uma flotilha anterior em águas internacionais, ao largo da costa da Grécia, a 30 de abril, libertando rapidamente a maioria dos militantes a bordo em Creta, mas prendendo dois e mantendo-os detidos durante vários dias antes de serem deportados.

As organizações humanitárias denunciaram as detenções como ilegais, alegando que os dois homens foram maltratados durante a sua estadia em Israel.

As autoridades israelitas rejeitaram estas acusações e, por fim, retiraram todas as acusações contra os ativistas.

“Desta vez, dois grupos turcos violentos – Mavi Marmara e IHH, este último designado como organização terrorista – estão a participar nesta provocação”, afirmou o ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.

“O objetivo desta provocação é servir o Hamas, desviar a atenção da recusa do grupo em desarmar e dificultar o progresso do plano de paz [proposto pelo] Presidente [norte-americano, Donald] Trump”, argumentou.

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